Vamos falar de La La Land?

13:45

Vamos falar do que realmente importa? 
Sonhos, esperança e amor. Tudo junto em um filme. 

Vamos falar de La La Land ( Estados Unidos, 2016, lançado no Brasil em 2017, aqui: La La Land: cantando estações ). 



Você já pode ter assistido, então vai ser mais fácil nossa conversa aqui. Ou você pode torcer o nariz (como eu mesma fiz até agora) por se tratar de um musical. Então, vou ter que dizer pra você insistir, La La Land vale a pena. E não é pelo número de prêmios que coleciona (sete premiações no Globo de Ouro 2017, e seis estatuetas do Oscar 2017), nem pela performance bonita do elenco, ou pela direção primorosa de Damien Chazelle, tampouco pela trilha sonora de arrebentar, composta por Justin Hurwitz. Não é por nada disso, mesmo que esses já sejam motivos para você sentar e assistir. É pelo filme em si, pelo convite que ele faz pra você, como se o filme fosse uma pessoa, estivesse na sua frente, pegasse na sua mão e dissesse assim: “Para tudo agora, dá uma pausa em todos os barulhos do mundo e fique aqui comigo. Porque precisamos de sonhos, esperança e amor. E aqui, você vai encontrar tudo isso.” Alguém vai resistir?

O casal protagonista, Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling) estão soltos nos mundo, caçando a virada de suas vidas. Ela quer ser atriz e ele é um pianista, aficionado por jazz. Lutas árduas dos dois. E quem não as tem? Quem não sonha um espetáculo para si? Quem não quer todas as estrelas brilhando só para si em algum momento da vida? Quem é que não anda pelo mundo perseguindo um sonho, um objetivo, um propósito? Somos muitos e nossos sonhos são todos diferentes. Mia quer ser atriz. Você pode querer ser florista, pianista ou dentista. Sebastian quer ter seu próprio clube de jazz. Você pode querer viajar e se aventurar, querer mudar de país, ou plantar abacaxis. Não importa. Nós sempre queremos algo. Se temos esperança, vamos até o fim. Ou esbarramos em mais um não por aí e deixamos nossos sonhos escaparem. E nos tornamos assim, vazios, frustrados, perdidos e acomodados. Você quer ser assim?

Mia e Sebastian se apaixonam. E o amor enche os dois benefícios. Eles conhecem o melhor de si através do que sentem um pelo outro. O amor não os deixa deslizar e fugir. Faz com que os dois sejam mais fortes, mais resistentes, mais alegres, mais insistentes. O amor é o tônico que faz você se expandir. Não importa o fim, o que acontece depois, quem é que pode prever? Amar é uma capacidade que joga brilho em você, te faz maior, melhor. Amar é a ousadia mais humana que você pode experimentar. Te leva aos limites de si mesmo.

Quando o filme chega ao fim, é como se ele fosse uma pessoa que abraçasse você e dissesse baixinho no seu ouvido: “O destino pode te surpreender. Mas de tudo que acontecer, você é a maior de todas as surpresas que a vida pode ter. Vá e faça valer todos os dias. Ouse. Não se acovarde. Não se acomode. Faça de novo. Faça diferente. Arranje outro caminho e  vá em frente. Sonhe, tenha esperança e nunca deixe de amar.” 
Sério, quem vai resistir? 

 - Kelly Shimohiro, autora de O Estranho Contato –
www.irmasdepalavra.com.br

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